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RADIOCOMUNICAÇÃO
E RADIOAMADORISMO
O
CÓDIGO MORSE
O código Morse nada mais é do que um protocolo de comunicação.
Um protocolo de comunicação nada mais é do que um "conjunto
de convenções que rege o tratamento e, especialmente, a formatação
de dados num sistema de comunicação". Se você tiver
curiosidade, dê uma olhada nos Protocolos de Comunicação citados
na seção de "Internet" da Aldeia onde o tema é abordado com
maior abrangência.
Vale a pena repetir uma parte do texto. Originalmente, Morse
imaginou numerar todas as palavras e em transmitir seus números
através do telégrafo. O receptor, usando um enorme "dicionário",
decifraria a mensagem. Alega-se que Alfred Vail, um assistente
de Morse, foi quem desenvolveu o chamado "Código Morse".
As letras do alfabeto foram definidas pelo padrão "ponto
e traço".
Este novo código reconhecia quatro estados: voltagem-ligada
longa (traço), voltagem-ligada curta (ponto), voltagem-desligada
longa (espaço entre caracteres e palavras) e voltagem-desligada
curta (espaço entre pontos e traços). Em homenagem ao colaborador
Alfred Vail, aqui está o Código Morse:
PONTOS E TRAÇOS
Cada caracter (letras, números, sinais gráficos) possui seu
próprio conjunto único de pontos e traços. Abaixo você encontra
o Código Morse original:
| a |
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l |
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x |
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1 |
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| b |
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m |
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y |
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2 |
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| c |
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n |
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z |
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3 |
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| d |
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o |
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ch |
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4 |
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| e |
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p |
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w |
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5 |
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| f |
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q |
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ä |
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6 |
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| g |
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r |
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é
/ ë |
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7 |
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| h |
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s |
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ï |
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8 |
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| i |
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t |
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ñ |
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9 |
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| j |
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u |
|
ö |
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0 |
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| k |
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v |
|
ü |
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O CÓDIGO DE MORSE E O SISTEMA BINÁRIO
Podemos traduzir os termos utilizados para os dias de hoje para
significarem condições binárias de "1" (ponto) e "0"
(traço). O alfabeto Morse é um código baseado em 5 posições,
ou seja, não precisa mais do que 5 posições para que todas as
letras e números sejam padronizados. É um protocolo de 5
bits.
Uma particularidade do alfabeto Morse é que a maioria das letras
não usam os 5 bits. A letra "E", por exemplo, é expressa
por um bit único. Seria mais seguro transmitir letras/números/símbolos
que tivessem o mesmo comprimento - torna-se mais fácil controlar
erros quando se recebe blocos de mesmo tamanho, além de tornar
possível transmissões automatizadas. Porém, o número de combinações
possíveis para 2 símbolos e 5 posições é de apenas 32 (2 à quinta
potência) e não seria mais possível codificar todas os símbolos
necessários.
Foi o francês Baudot quem resolveu este impasse criando o Código
de Baudot que foi usado na telegrafia e nas máquinas de transmissão
de dados que sucederam o telégrafo.
O TELÉGRAFO E A CRIPTOGRAFIA
Na realidade, o aspecto mais importante quando se fala de Morse
não é o código e sim a possibilidade de transmitir informações
à distância. Através dos fios correm sinais elétricos que, devidamente
concatenados, representam mensagens. Para que estas mensagens
possam ser transmitidas e recebidas existem muitas fatores envolvidos:
o remetente (que nem sempre gostaria que sua mensagem se tornasse
pública), o funcionário do telégrafo que irá transmitir a mensagem
(e, por isso mesmo, acaba conhecendo o conteúdo da mesma), os
fios de transmissão (que podem servir para terceiros interceptarem
as mensagens), o funcionário do telégrafo que recebe e decodifica
a mensagem (e que também toma conhecimento do conteúdo) e, finalmente,
o destinatário.
Como o serviço de telégrafo atingiu uma boa parcela da população
civil, a vontade ou a necessidade de esconder o conteúdo de
mensagens acabou envolvendo pessoas que normalmente não teriam
tido este tipo de interesse. A criptografia começou a sair do
âmbito diplomático e militar e "caiu no gosto do povo". Interesses
comerciais e triviais começaram a concorrer com interesses de
estado. Assim, um artista iniciava uma nova era na história
da criptologia.
É claro que Morse não tinha idéia da revolução que estava desencadeando...
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