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UNESP - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - "Júlio de Mesquita Filho"
FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO - Campus Universitário de Bauru
Capítulo IV - Atualização de Textos Bíblicos e Eclesiásticos

4. Campanha da Fraternidade - CNBB - 1996

O ano eleitoral de 1996 estabelece o contexto para a CF "Fraternidade e Política". Aqui temos o discurso atual da

Igreja, muito mais identificado com as necessidades do povo que o discurso da antiga Lei. A CF define a Páscoa como celebração da misericórdia e também insiste em que a fé sem obras não basta: é preciso influir na política elegendo candidatos cristãos, comprometidos com o povo, dispostos a defender a ética e a moral. O objetivo da Campanha é conscientizar, esclarecer, incentivar. Sua fundamentação é que a Igreja não pode ignorar a política porque é nesse espaço que se trava a batalha pela libertação temporal do homem, um homem constituído de corpo e alma de modo único, total, inseparável. A alienação política deixaria o povo nas mãos da tecnocracia. Ignorar o "locus" da política é descumprir o mandato que Jesus deu aos comunicadores da palavra.

Na sua estratégia de comunicação, o discurso religioso incorpora e transforma os mitos, os símbolos, as imagens e os costumes de cada época.

Para que o discurso tenha a melhor recepção, é necessário que fale a linguagem do povo naquele determinado contexto histórico.

Para persuadir, é necessário que o comunicador não esteja apenas preparado pelo estudo e pela pesquisa, mas que não se limite às palavras, que apresente uma vida coerente de exemplos e obras.

Embora atualizando o discurso a Igreja jamais muda a essência dele que é a pregação do amor ao próximo como o maior de todos os mandamentos.

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