Definido
o público e
sabendo que vamos trabalhar com um conceito de
comunidade fisicamente reconhecível e
delimitada por um espaço geográfico
( pequena cidade, bairro etc ) ou por ambiente
determinado ( escola, empresa, igreja, sindicato
etc ), é necessário estudar o método
acadêmico para criação de
um veículo ( jornal, rádio, vídeo,
site etc ) que atenda às necessidades
de comunicação do público-alvo
previsto.
Para
dar praticidade ao projeto, é conveniente
imaginar que ele dependerá de aprovação
por parte de uma comissão de moradores
ou de representantes do público alvo.
Se o veículo for "imposto" verticalmente
perderá sua característica comunitária,
tornando-se apenas mais um entre os tantos veículos
que circulam naquele lugar ou naquele ambiente,
porém sem identificação
com "aquela" comunidade. Neste caso não
será um veículo que "representa" a
comunidade, que seja o seu porta-voz confiável,
sério, independente.
Porque
desenvolver um método
científico para projetar o veículo
comunitário?
A
Universidade é o espaço
da reflexão e a investigação
científica é o processo mais adequado
para o estudante se aprofundar na reflexão
sobre o objeto de estudo. Através do método,
o estudante universitário aprende a propor,
observar, experimentar, analisar e tirar conclusões,
desenvolvendo raciocínio crítico
em torno da realidade que vivencia ou na qual
pretende atuar, como profissional: Um profissional
que "acrescenta", que não é apenas
mais um.
Ao
final desta disciplina ( Jornalismo Comunitário I ) estaremos aptos
a concluir um pré-projeto de veículo
comunitário com as características
esperadas de um meio impresso ou eletrônico
que atua em função de determinada
comunidade. Por isto, nesta segunda aula, já tratamos
do roteiro básico que vai viabilizar esse
trabalho final do curso.
Normalmente
os pré-projetos
de Comunitário I preenchem os seguintes
itens de pesquisa:
Introdução
Problema
Justificativa
Objetivos
4.1. Geral
4.2.
Específico
Meta
5.1. Geral
5.2.
Específica
Hipóteses
Variáveis
Âmbito e População
Metodologia
Cronograma
Bibliografia
Anexos
Para
responder a estes itens da pesquisa, é necessário estudar,
detalhadamente, o local onde o projeto deverá ser
desenvolvido. Imaginando-se um ambiente aberto
como um bairro ou qualquer outra comunidade,
pode-se recorrer às seguintes etapas
propostas em "Como Fazer uma Monografia" ,
do professor Délcio Vieira Salomon (
São Paulo: Martins Fontes, 1994),
partindo de um contato global para:
demarcação da região
estudada
atividades
industriais da região
vida
agrícola
intercâmbios; função
econômica da região
vitalidade
da população
e migração
habitação, urbanismo,
ruralismo, equipe sanitária
rede
de distribuição
dos bens de consumo habituais
níveis de vida, gêneros
de vida de estratos sociais
aumento
da população
topografia
política
Presumindo-se
que já temos
uma visão de conjunto da área onde
o projeto será implantado, pode-se partir
para o que Salomon chama de " Visita Detalhada",
delimitando-se as grandes zonas: Centro, bairros,
arrabaldes, localidades suburbanas, percurso
pelas ruas principais comércio, circulação,
tráfego; visitar as zonas periféricas
identificando paisagem, fábricas, ruas,
bairros, locais mais característicos onde
se observa maior comodidade e maior miséria;
estudo da natureza das fábricas e sua
localização, visitar ao menos uma
fábrica diferente; percorrer grandes artérias
observando aglomeração e circulação,
sobretudo na hora da saída do trabalho;
observar nas zonas suburbanas o grau de dependência
e autonomia da cidade em relação à indústria,
comércio, horticultura, atividades rurais,
transporte coletivo etc; tomar contato com a
população em bares, cafés,
restaurantes, logradouros públicos etc.
Em
seguida, deve-se recorrer aos documentos,
que narram a evolução
histórica do lugar, nas bibliotecas
municipais, museus, arquivos etc.
Outro
detalhe importante consiste em pesquisar
a evolução histórica
da população. É o caso de
verificar tomando-se os últimos cinco
anos os índices de natalidade, mortalidade,
mortalidade infantil, densidade da população,
pirâmide de idades, emigração-imigração,
distribuição das profissões
( criando formulários e fichas para
coleta desses dados).
O
inventário das instalações
fundamentais deve ser feito em fichas apropriadas,
onde serão anotados dados sobre comunicações,
transportes urbanos, lojas e mercados, fornecimento
de água, eletricidade e gás; redes
de esgoto e de saneamento básico; instalações
culturais; instalações sociais;
instalações desportivas; serviços
públicos; instalações
religiosas etc
A
vida do bairro pode ser pesquisada através
dos seguintes itens:
Agrupamentos
internos do bairro ( dimensão
geográfica, agrupamentos homogêneos,
agrupamentos de vizinhança, centros
de vizinhança, centro de reunião
de influência, a família, a
vida religiosa ).
Agrupamentos
que extrapolam o bairro ( trabalho, diversões, transportes,
meios de relação social).
Forças e tensões sociais
( de ordem social, entre grupos de idades,
ocasionadas por preconceitos, religiosas,
políticas, sindicais).
Particularidades
típicas do centro
da cidade: classificação e
descrição das aglomerações.
Avaliações
e necessidades do bairro:Administrativa,
social, comercial,
escolar etc.
Se
o projeto de comunicação
vai ser implantado em uma pequena cidade, é necessário
fazer uma análise crítica do orçamento:
o orçamento aprovado no fim do ano para
o ano seguinte, o orçamento adicional,
autorizações especiais; documentos
executivos; prestação de contas
administrativas; cobrança; dívida
ativa e passiva do município; pessoal;
categorias de aplicação do orçamento;
subvenções; orçamento ordinário
e extraordinário.
É preciso estabelecer
graus de comparação com outras
cidades do mesmo porte; relacionar as grandes
obras municipais ( as realizadas no ano anterior
e as projetadas ) e levantar o patrimônio
do município.
TRABALHO FINAL
Feita
a pesquisa, o aluno deve partir para o relatório
final. A capa deve incluir, necessariamente,
os seguintes itens:
título do trabalho em maiúsculas,
na parte superior
nome do autor em destaque
especificação
do trabalho
dados referentes ao curso
dados
referentes à instituição
com a respectiva localização
professor
responsável
data
A
capa deste trabalho acadêmico
terá a seguinte configuração
( conforme este exemplo fictício ):
capa,
onde estarão o título,
o nome do autor, a editora (a praxe é adotar
a capa unicor, sem desenho, ou sóbria
em imagens; o título da capa deve ser
o mais sintético possível, vindo
o título real na página de rosto);
dorso
do volume com título e nome
do autor;
contracapa,
geralmente sem gravação
ou impressão, às vezes utilizada
para apresentar um resumo da obra;
após
a capa, uma a duas folhas em branco;
uma
página que repete a capa do livro;
a
página de rosto que contém:
.
na parte superior, o nome completo do autor,
sem abreviaturas, com seus
títulos ou cargos logo abaixo;
.
o título real do
trabalho com subtítulos, se houver;
.
indicação
de prefácio ou prólogo ou apresentação
com o nome do apresentador (quando não
houver apresentador, esse item não
deve aparecer);
.
nome da instituição
. cidade, editora, ano;
página de dedicatória, se houver,
ou página destinada a um pensamento,
frase, dístico, se o autor achar conveniente;
índice completo (de todos os capítulos
e suas seções ) ou sumário
( enumeração das partes principais
)com a indicação das páginas
iniciais dos capítulos ou partes destacadas;
prefácio,
caso haja;
apresentação,
caso haja;
introdução;
seqüência dos capítulos
destinados ao corpo do trabalho;
capítulo das conclusões
apêndices ou anexos, tabelas, gráficos
etc., ordenados de acordo com o desenvolvimento
e ditados pela conveniência e clareza
da exposição no corpo do trabalho;
bibliografia
em ordem alfabética dos
sobrenomes dos autores;
índice de autores citados em ordem
alfabética;
índice de assuntos em ordem alfabética;
glossário,
caso se julgue importante;
uma
ou duas páginas em branco antes
da contracapa.
Explicação
Final
Porque
pesquisar com método
para implantar um projeto de comunicação
comunitária?
Para
esta explicação
final basta, certamente, o seguinte trecho de "Como
Fazer uma Monografia", págs. 9-10:
-
Há necessidade de o
aluno produzir o "seu" conhecimento científico,
por mais especializado, técnico ou prático
que seja o seu curso. Ainda que a Universidade
de hoje seja uma universidade de massa, em oposição à universidade
de elite, de tempos atrás, como bem observou
Umberto Eco em " Como se Faz uma Tese ( São
Paulo: Perspectiva, 1983 ), jamais seria possível
subtrair-lhe a função de produtora
de ciência, de conhecimento científico,
do saber e do saber-fazer, sobretudo por parte
do aluno. Ser aluno universitário não
significa simplesmente matricular-se em um curso
e estar apto a receber o conhecimento que já existe
e lhe é transmitido. O processo de transmissão
de conhecimento importado de outros centros de
ciência, na maioria estrangeiros, não é apenas
um processo reprodutivo. Cabe ao aluno afirmação
tão sovada quanto verdadeira ser o sujeito
ativo da produção de seu conhecimento,
pois a ciência que há de aprender
( ou melhor: apreender, dominar que é o
mesmo que compreender ) não existe como
entidade abstrata fora de si, embora possa ser
apontada como algo organizado ou sistematizado
em tratados e conservado em centros de documentação,
museus, bibliotecas, arquivos e bancos de dados.
..não é um produto acabado. É um
processo que se realiza na e pela inteligência
de cada um que participa desse processo. É algo
de dinâmico e vivo, em constante transformação.
O conhecer é como o pensar e este, como
já mostrara William James, é como
um fluxo em cadeia, uma corrente de energia que
nunca cessa, enquanto o cérebro estiver
funcionando.
Como
projetar o Jornal Comunitário
Definido
o público e
sabendo que vamos trabalhar com um conceito de
comunidade fisicamente reconhecível e
delimitada por um espaço geográfico
( pequena cidade, bairro etc ) ou por ambiente
determinado ( escola, empresa, igreja, sindicato
etc ), é necessário estudar o método
acadêmico para criação de
um veículo ( jornal, rádio, vídeo,
site etc ) que atenda às necessidades
de comunicação do público-alvo
previsto.
Para
dar praticidade ao projeto, é conveniente
imaginar que ele dependerá de aprovação
por parte de uma comissão de moradores
ou de representantes do público alvo.
Se o veículo for "imposto" verticalmente
perderá sua característica comunitária,
tornando-se apenas mais um entre os tantos veículos
que circulam naquele lugar ou naquele ambiente,
porém sem identificação
com "aquela" comunidade. Neste caso não
será um veículo que "representa" a
comunidade, que seja o seu porta-voz confiável,
sério, independente.
Porque
desenvolver um método
científico para projetar o veículo
comunitário?
A
Universidade é o espaço
da reflexão e a investigação
científica é o processo mais adequado
para o estudante se aprofundar na reflexão
sobre o objeto de estudo. Através do método,
o estudante universitário aprende a propor,
observar, experimentar, analisar e tirar conclusões,
desenvolvendo raciocínio crítico
em torno da realidade que vivencia ou na qual
pretende atuar, como profissional: Um profissional
que "acrescenta", que não é apenas
mais um.
Ao
final desta disciplina ( Jornalismo Comunitário I ) estaremos aptos
a concluir um pré-projeto de veículo
comunitário com as características
esperadas de um meio impresso ou eletrônico
que atua em função de determinada
comunidade. Por isto, nesta segunda aula, já tratamos
do roteiro básico que vai viabilizar esse
trabalho final do curso.
Normalmente
os pré-projetos
de Comunitário I preenchem os seguintes
itens de pesquisa:
Introdução
Problema
Justificativa
Objetivos
4.1. Geral
4.2.
Específico
Meta
5.1. Geral
5.2.
Específica
Hipóteses
Variáveis
Âmbito e População
Metodologia
Cronograma
Bibliografia
Anexos
Para
responder a estes itens da pesquisa, é necessário estudar,
detalhadamente, o local onde o projeto deverá ser
desenvolvido. Imaginando-se um ambiente aberto
como um bairro ou qualquer outra comunidade,
pode-se recorrer às seguintes etapas
propostas em "Como Fazer uma Monografia" ,
do professor Délcio Vieira Salomon (
São Paulo: Martins Fontes, 1994),
partindo de um contato global para:
demarcação da região
estudada
atividades
industriais da região
vida
agrícola
intercâmbios; função
econômica da região
vitalidade
da população
e migração
habitação, urbanismo,
ruralismo, equipe sanitária
rede
de distribuição
dos bens de consumo habituais
níveis de vida, gêneros
de vida de estratos sociais
aumento
da população
topografia
política
Presumindo-se
que já temos
uma visão de conjunto da área onde
o projeto será implantado, pode-se partir
para o que Salomon chama de " Visita Detalhada",
delimitando-se as grandes zonas: Centro, bairros,
arrabaldes, localidades suburbanas, percurso
pelas ruas principais comércio, circulação,
tráfego; visitar as zonas periféricas
identificando paisagem, fábricas, ruas,
bairros, locais mais característicos onde
se observa maior comodidade e maior miséria;
estudo da natureza das fábricas e sua
localização, visitar ao menos uma
fábrica diferente; percorrer grandes artérias
observando aglomeração e circulação,
sobretudo na hora da saída do trabalho;
observar nas zonas suburbanas o grau de dependência
e autonomia da cidade em relação à indústria,
comércio, horticultura, atividades rurais,
transporte coletivo etc; tomar contato com a
população em bares, cafés,
restaurantes, logradouros públicos etc.
Em
seguida, deve-se recorrer aos documentos, que
narram a evolução
histórica do lugar, nas bibliotecas municipais,
museus, arquivos etc.
Outro
detalhe importante consiste em pesquisar a
evolução histórica
da população. É o caso de
verificar tomando-se os últimos cinco
anos os índices de natalidade, mortalidade,
mortalidade infantil, densidade da população,
pirâmide de idades, emigração-imigração,
distribuição das profissões
( criando formulários e fichas para coleta
desses dados).
O
inventário das instalações
fundamentais deve ser feito em fichas apropriadas,
onde serão anotados dados sobre comunicações,
transportes urbanos, lojas e mercados, fornecimento
de água, eletricidade e gás; redes
de esgoto e de saneamento básico; instalações
culturais; instalações sociais;
instalações desportivas; serviços
públicos; instalações religiosas
etc
A
vida do bairro pode ser pesquisada através
dos seguintes itens:
Agrupamentos
internos do bairro ( dimensão
geográfica, agrupamentos homogêneos,
agrupamentos de vizinhança, centros
de vizinhança, centro de reunião
de influência, a família, a
vida religiosa ).
Agrupamentos
que extrapolam o bairro ( trabalho, diversões, transportes,
meios de relação social).
Forças e tensões sociais
( de ordem social, entre grupos de idades,
ocasionadas por preconceitos, religiosas,
políticas, sindicais).
Particularidades
típicas do centro
da cidade: classificação e
descrição das aglomerações.
Avaliações
e necessidades do bairro:Administrativa,
social, comercial,
escolar etc.
Se
o projeto de comunicação
vai ser implantado em uma pequena cidade, é necessário
fazer uma análise crítica do orçamento:
o orçamento aprovado no fim do ano para
o ano seguinte, o orçamento adicional,
autorizações especiais; documentos
executivos; prestação de contas
administrativas; cobrança; dívida
ativa e passiva do município; pessoal;
categorias de aplicação do orçamento;
subvenções; orçamento ordinário
e extraordinário.
É preciso estabelecer
graus de comparação com outras
cidades do mesmo porte; relacionar as grandes
obras municipais ( as realizadas no ano anterior
e as projetadas ) e levantar o patrimônio
do município.
TRABALHO FINAL
Feita
a pesquisa, o aluno deve partir para o relatório
final. A capa deve incluir, necessariamente,
os seguintes itens:
título do trabalho em maiúsculas,
na parte superior
nome do autor em destaque
especificação
do trabalho
dados referentes ao curso
dados
referentes à instituição
com a respectiva localização
professor
responsável
data
A
capa deste trabalho acadêmico
terá a seguinte configuração
( conforme este exemplo fictício ):
Quando
o trabalho acadêmico
tem nível de Monografia, o esquema metodológico
a seguir, segundo o Professor Salomon, é este:
capa,
onde estarão o título,
o nome do autor, a editora (a praxe é adotar
a capa unicor, sem desenho, ou sóbria
em imagens; o título da capa deve ser
o mais sintético possível, vindo
o título real na página de rosto);
dorso
do volume com título e nome
do autor;
contracapa,
geralmente sem gravação
ou impressão, às vezes utilizada
para apresentar um resumo da obra;
após
a capa, uma a duas folhas em branco;
uma
página que repete a capa do livro;
a
página de rosto que contém:
.
na parte superior, o nome completo do autor,
sem abreviaturas, com seus
títulos ou cargos logo abaixo;
.
o título real do
trabalho com subtítulos, se houver;
.
indicação
de prefácio ou prólogo ou apresentação
com o nome do apresentador (quando não
houver apresentador, esse item não
deve aparecer);
.
nome da instituição
. cidade, editora, ano;
página de dedicatória, se houver,
ou página destinada a um pensamento,
frase, dístico, se o autor achar conveniente;
índice completo (de todos os capítulos
e suas seções ) ou sumário
( enumeração das partes principais
)com a indicação das páginas
iniciais dos capítulos ou partes destacadas;
prefácio,
caso haja;
apresentação,
caso haja;
introdução;
seqüência dos capítulos
destinados ao corpo do trabalho;
capítulo das conclusões
apêndices ou anexos, tabelas, gráficos
etc., ordenados de acordo com o desenvolvimento
e ditados pela conveniência e clareza
da exposição no corpo do trabalho;
bibliografia
em ordem alfabética dos
sobrenomes dos autores;
índice de autores citados em ordem
alfabética;
índice de assuntos em ordem alfabética;
glossário,
caso se julgue importante;
uma
ou duas páginas em branco antes
da contracapa.
Explicação
Final
Porque
pesquisar com método
para implantar um projeto de comunicação
comunitária?
Para
esta explicação
final basta, certamente, o seguinte trecho de "Como
Fazer uma Monografia", págs. 9-10:
-
Há necessidade de o
aluno produzir o "seu" conhecimento científico,
por mais especializado, técnico ou prático
que seja o seu curso. Ainda que a Universidade
de hoje seja uma universidade de massa, em oposição à universidade
de elite, de tempos atrás, como bem observou
Umberto Eco em " Como se Faz uma Tese ( São
Paulo: Perspectiva, 1983 ), jamais seria possível
subtrair-lhe a função de produtora
de ciência, de conhecimento científico,
do saber e do saber-fazer, sobretudo por parte
do aluno. Ser aluno universitário não
significa simplesmente matricular-se em um curso
e estar apto a receber o conhecimento que já existe
e lhe é transmitido. O processo de transmissão
de conhecimento importado de outros centros de
ciência, na maioria estrangeiros, não é apenas
um processo reprodutivo. Cabe ao aluno afirmação
tão sovada quanto verdadeira ser o sujeito
ativo da produção de seu conhecimento,
pois a ciência que há de aprender
( ou melhor: apreender, dominar que é o
mesmo que compreender ) não existe como
entidade abstrata fora de si, embora possa ser
apontada como algo organizado ou sistematizado
em tratados e conservado em centros de documentação,
museus, bibliotecas, arquivos e bancos de dados.
..não é um produto acabado. É um
processo que se realiza na e pela inteligência
de cada um que participa desse processo. É algo
de dinâmico e vivo, em constante transformação.
O conhecer é como o pensar e este, como
já mostrara William James, é como
um fluxo em cadeia, uma corrente de energia que
nunca cessa, enquanto o cérebro estiver
funcionando.
LIMITAÇÃO DA LÓGICA FORMAL NA
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Maria Cristina Rodrigues
Trabalho
final apresentado à Disciplina
de Jornalismo Comunitário I da Faculdade
de Arquitetura, Arte e Comunicação
da Universidade Estadual Paulista-UNESP, Campus
de Bauru. Departamento de Comunicação
Social.