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JORNALISMO ESPECIALIZADO

Temas para Debate

Forme grupos de três alunos, escolha um tema e prepare um seminário com exposição em classe. A avaliação envolverá a participação da classe, a pesquisa do grupo, a contextualização do tema com o mercado atual e a entrega do trabalho impresso na aula seguinte à exposição. Os textos estão disponíveis no xerox. Eles são ponto de partida para o debate.

1. INVESTIGAÇÃO E INTERPRETAÇÃO NO JORNALISMO ESPECIALIZADO

O Especializado tem a ver com jornalismo em profundidade. Mário Erbolato recorre a fontes conceituadas para explicar o que vale a pena publicar, como e porque. Também comenta os gêneros do jornalismo, as vantagens e as desvantagens do impresso.

ERBOLATO, Mário. "Técnicas de Codificação em Jornalismo - Redação, Captação e Edição no Jornal Diário". São Paulo: Ática, 1991. Págs. 16 a 48.

2. DO JORNALISMO LITERÁRIO AO CADERNO DE CULTURA

Nelson Werneck Sodré pesquisa o aspecto literário da imprensa nas primeiras décadas do século. Hoje a especialização cultural do jornalismo destaca-se através dos Cadernos de Cultura, enquanto os cronistas contam com espaço próprio no primeiro caderno. Use o texto de Sodré como referência histórica para mostrar como é o Jornalismo Cultural hoje. Pesquise na Internet.

SODRÉ, Nelson Werneck. "História da Imprensa no Brasil". Rio: Mauad, 1999. Págs. 288 a 306.

3. HISTÓRIA DO JORNALISMO PROLETÁRIO

Influenciada pela intelectualidade européia, a imprensa do início do século, no Brasil, discute as relações capitalistas e o movimento operário que surgia. A partir deste tema pode-se discutir o papel do Jornalismo Sindical no Brasil.

SODRÉ, Nelson Werneck. "História da Imprensa no Brasil". Rio: Mauad, 1999. Págs. 306 a 323.

4. JORNALISMO POLÍTICO

A efervecência do jornalismo brasileiro antes da revolução de 1930, o trabalho de Paulo Barreto ( João do Rio ), Alcindo Guanabara e outros grandes nomes do jornalismo, as campanhas de Monteiro Lobato e Rui Barbosa, a violência do Governo Hermes da Fonseca são fatos documentados por Nelson Sodré. Como é a cobertura política hoje?

SODRÉ, Nelson Werneck. "História da Imprensa no Brasil". Rio: Mauad, 1999. Págs. 323 a 355.

5. IMPERIALISMO AMERICANO NA IMPRENSA BRASILEIRA

Foi através das agências de publicidade ( que domesticavam os jornais ) e das agências de notícias ( que ditavam o american way off life ) que se engendraram impérios de comunicação conservadora no Brasil, como a Globo, no período que antecedeu a ditadura de 64. É um capítulo importante do jornalismo que todos precisam conhecer para entender o que temos hoje.

SODRÉ, Nelson Werneck. "História da Imprensa no Brasil". Rio: Mauad, 1999. Págs. 410 a 449

6. HISTÓRIA DO JORNALISMO ESPORTIVO

O texto de Juarez Bahia traz poucos subsídios sobre o Jornalismo Esportivo. É preciso recorrer a outras fontes de pesquisa. O mais importante, porém, é situar o papel do Esportivo no jornalismo atual, os grandes nomes, a força do futebol-empresa, a presença da mulher na cobertura esportiva, jornais e revistas que têm se destacado na imprensa esportiva e qual a tendência dessa especialização.

BAHIA, Juarez. "Jornal, História e Técnica - História da Imprensa Brasileira". São Paulo: Ática, 1990. Págs. 150 a 153.

7. COMO AS NOVAS TECNOLOGIAS FAVORECEM A PRODUÇÃO DO ESPECIALIZADO.

Ainda estão sendo escritos os livros que tratam do jornalismo na era digital. Neste texto, porém, Juarez Bahia trata da modernização ocorrida com a informática intensamente aplicada ao jornalismo a partir da década de 70 e especula sobre progressos futuros. Os cadernos de Informática destacam-se no Jornalismo Especializado pelo seu alto grau de inovação tecnológica que exige constante atualização.

BAHIA, Juarez. "Jornal, História e Técnica - História da Imprensa Brasileira". São Paulo: Ática, 1990. Págs. 434 a 440.

8. ESPECIALIZAÇÃO ÉTICA

Por mais que se especialize em determinado assunto, o jornalista jamais poderá abrir mão da ética profissional. É a pressa de informar sem apurar que leva a graves deslises éticos. Especializar-se é pesquisar, estudar, aprofundar-se para não falar ou escrever bobagem. Quanto maior o domínio de um tema, maior a responsabilidade de quem assina a matéria.

KARAN, Francisco José. "Jornalismo, Ética e Liberdade". São Paulo: Summus, 1997. Págs. 127 a 131

9. REPORTAGEM INVESTIGATIVA: JORNALISMO ESPECIALIZADO EM DENUNCIAR COM SERIEDADE

Participando de todo o processo, da pauta à edição final da matéria, o jornalista especializado em investigação pode ser chamado de chato, mas é melhor do que tentar consertar um erro no dia seguinte, como aconteceu no Caso Escola-Base, de triste memória para o jornalismo brasileiro.

KOTSCHO, Ricardo. "A Prática da Reportagem". São Paulo: Ática, 1989. Págs. 35 a 41.

10. JORNALISMO E LUTA POLÍTICA

A resistência da imprensa alternativa no Brasil, durante a ditadura militar, é contada no livrinho de Rivaldo Chinem com detalhes importantes para subsidiar aqueles que desejam se especializar no jornalismo engajado na luta social.

CHINEM, Rivaldo. "Imprensa Alternativa - Jornalismo de Oposição e Inovação".São Paulo: Ática, 1995. ( opúsculo de 94 páginas )

11. FRONTEIRAS ENTRE JORNALISMO E LITERATURA

O autor trata dos gêneros, definindo livro-reportagem e relatando trabalhos de grandes jornalistas americanos, incursionando também por Euclides da Cunha. É um texto que interessa aos que procuram se especializar em Jornalismo Cultural ou no Livro-Reportagem.

LIMA, Edwaldo Pereira. Campinas: Unicamp, 1995. Págs. 135 a 228.

12. JORNALISMO SINDICAL

A cobertura de associações de classe é outro ramo do Jornalismo Especializado. O texto trata da experiência de Brasília a partir da década de 70.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO DISTRITO FEDERAL. "Jornalismo em Brasília: Impressões e Vivências". Brasília: UnB, 1993. Págs. 199 a 213.

13. JORNALISMO ECONÔMICO

No mundo globalizado cresce a importância da especialização em Jornalismo Econômico, ainda mais com o lançamento, neste semestre, do jornal "Valor", no Rio e em S. Paulo. O texto trata da transição do jornalismo econômico com o surgimento do Plano Real.

SEMINÁRIO DE COMUNICAÇÃO BANCO DO BRASIL. "Jornalismo Brasileiro: No caminho das transformações". Brasília: Banco do Brasil, 1996. Págs. 26 a 36.

14. JORNALISMO CULTURAL

Os segundos cadernos dos grandes jornais têm espaço cada vez mais amplo para o jornalismo cultural. O primeiro texto faz propostas para o setor e o segundo compara o jornalismo cultural nos jornais diários e nas revistas.

SEMINÁRIO DE COMUNICAÇÃO BANCO DO BRASIL. "Jornalismo Brasileiro: No caminho das transformações". Brasília: Banco do Brasil, 1996. Págs. 129 a 131.

VILAS BOAS, Sérgio. "O Estilo Magazine - O texto em revista". São Paulo: Summus, 1996. Págs. 95 a 100.

15. COBERTURA OFICIAL: JORNALISMO DE REVERÊNCIA

O oficialismo do jornal de gabinete que só traz versões oficiais e não abre espaço para o coletivo é um dos grandes defeitos da cobertura de atos e declarações públicos. A subserviência da imprensa é criticada no texto de Halimi. Ele analisa a imprensa francesa na década de 90 e a cobertura da Guerra do Golfo pela CNN.

HALIMI, Serge. "Os Novos Cães de Guarda". Petrópolis: Vozes, 1998

16. DOMINAÇÃO GLOBAL PELA COMUNICAÇÃO

Como no passado, é através das agências internacionais de notícia e das agências de publicidade que a sociedade norte-americana continua impondo seus padrões de vida ao resto do mundo, ainda mais agora com a comunicação digital e a TV por assinatura. A diplomacia do canhão foi substituida pela diplomacia das redes. Quem se especializa em qualquer área tem que ter presente esta realidade do mercado jornalístico.

MATTELART, Armand e Michèle. "História das Teorias da Comunicação". São Paulo: Loyola, 1999 ( trad. Luiz Paulo Rouanet ).Págs. 113 a 130.

17. O DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO NA SOCIEDADE MIDIÁTICA

A partir da década de 80 as grandes redes de comunicação passaram a ocupar um espaço cada vez maior na vida das pessoas, chegando a dirigí-las na sua rotina diária, numa sobrecarga jamais vista de informação que chega o tempo todo de todas as direções. A superexposição do receptor criou a figura da "sociedade mediática" mergulhada na "hiperpercepção", um fenômeno que afeta a vida em comum e a própria democracia.

MATTELART, Armand e Michèle."História das Teorias da Comunicação". São Paulo: Loyola, 1999 ( trad. Luiz Paulo Rouanet ) Págs. 157 a 183

18. IMPRENSA QUE PAUTA A SI MESMA

Criticando a imprensa italiana e a imprensa norte-americana, Umberto Eco faz propostas para um jornalismo menos imitativo e pasteurizado, depois de comparar detalhadamente a cobertura superficial dos jornais que, segundo ele, cairam de qualidade a partir da década de 60 com a evolução da televisão.

ECO, Umberto. "Cinco Escritos Morais". Rio: Record, 1998. Págs. 55 a 89.

19. A ESPECIALIZAÇÃO DEVE COMEÇAR NA ESCOLA

Não se deve esperar que o aluno se forme para depois se especializar. As tendências, preferências e vocações já estão presentes no estudante. Por isto o currículo deve favorecer os que desejam cursar disciplinas específicas em faculdades paralelas como Economia, Direito, Artes etc. Chegando no mercado já com uma especialização, o formando terá melhores condições de achar seu nicho sem perder tempo.

MELLO, José Marques de ( org ). "Transformações do Jornalismo Brasileiro: ética e técnica". São Paulo: Intercom, 1994. Págs. 39 a 48-em artigo de Dirceu Fernandes Lopes.

(Na mesma obra, leia também o artigo do Prof. Dr. Sérgio Mattos, da ECA-USP, págs. 27 a 36).

20. JORNALISMO RELIGIOSO: OPÇÃO DO ESPECIALIZADO

Além do Jornalismo Empresarial, um grande mercado à disposição dos jornalistas é a produção de jornais de igreja; principalmente a partir da guerra eletrônica entre católicos e evangélicos, carismáticos e progressistas, padres cantores etc. Quem se interessa por este assunto deveria ler todo o livro de Nivaldo Luiz Pessinatti.

PESSINATTI, Nivaldo Luiz. "Políticas de Comunicação da Igreja Católica no Brasil". Petrópolis: Vozes, 1998. Págs. 52 a 55 - 197 a 210 e 215 a 224.

BAURU - UNESP - I/2.000

Prof. MS Pedro Celso Campos

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