Foi
em 1919 que a radiodifusão comercial
teve início no Brasil, com a fundação
da Rádio Clube de Pernambuco.
Mas só em 1923 o Governo autorizou
a veiculação de publicidade
comercial (os "reclames", como
se dizia na época). O novo veículo
de comunicação ganhou impulso,
nesse ano, com o surgimento da Rádio
Sociedade do Rio de Janeiro (Roquete
Pinto). Movido a válvulas alimentadas
por energia elétrica, o Rádio
disseminou-se por todo o país, ocupando
pesados móveis nas salas de visita.
Na década de 1940 consolidava-se como
o mais importante meio de comunicação.
Destacava-se,
desde a década de 30, a Rádio
Nacional do Rio de Janeiro, situada na
Praça Mauá, que entrou no ar
exatamente às 21 horas do dia 12 de
setembro de 1936, equivalendo, mutatis
mutandi, à Rede Globo de Televisão
que temos hoje: Sob a direção
de Vitor Costa, contava com 10 maestros,
124 músicos, 33 locutores, 55 radiatores,
39 radiatrizes, 52 cantores, 44 cantoras,
18 produtores, 13 repórteres, 24 redatores,
4 secretários de redação
e 240 funcionários administrativos.
Os programas iam ao ar em seis estúdios
e um auditório de 500 lugares.
Operando
com dois transmissores para ondas médias
(25 e 50 kW) e dois para ondas curtas (cada
um com 50 kW), cobria todo o território
nacional, chegando também à África,
Europa e EUA. Em plena guerra, em 1941, surgiram
na Rádio Nacional dois programas que
marcariam definitivamente a radiofonia brasileira:
O Repórter Esso e a radionovela Em
Busca da Felicidade "num oferecimento
de Colgate-Palmolive". O Brasil inteiro
acercava-se do rádio quando entrava
no ar o prefixo característico: "Senhoras
e Senhoritas, a Rádio Nacional do
Rio de Janeiro apresenta Em Busca da Felicidade,
emocionante novela de Leandro Blanco",
conforme registros de Júlia Lúcia
de Oliveira Albano da Silva em "Rádio:oralidade
mediatizada" (São Paulo:Annablume,
1999).
Em
1948 surgiu o transistor que tirou o rádio
da parede, com a substituição
das válvulas elétricas por
pilhas comuns. Então, miniaturizado,
o veículo viveu a chamada Idade de
Ouro do Rádio Brasileiro, compreendida
pelas décadas de 40 e 50 ( antecedendo
o inescapável período de modificações
profundas provocadas pelo surgimento da televisão
nos anos 50). Foi uma época marcada
pela radionovela, pelos programas homorísticos,
grandes musicais, programas de auditório,
tudo patrocinado por grandes anunciantes
como General Motors, Laboratório Sidney
Ross, Gessy Lever etc.
Com
a televisão, o rádio perdeu
o indispensável apoio dos anunciantes.
Ocorreu a substituição da preferência
dos "reclames falados", ou cantados
em deliciosas vinhetas, pela garota-propaganda
na telinha de TV que surgira em 1950 com
a PRF-3, TV Tupi de São Paulo. Iniciava-se
uma escalada de audiência que viria
a tirar a primazia do rádio dez anos
mais tarde.
Na
impossibilidade de acompanhar a televisão – veículo
de integração nacional, com
audiência maciça – as principais
emissoras de rádio abandonaram, no
final do século XX, o conceito de "público
geral", assumindo sua audiência
atomizada e partindo para a exploração
de segmentos cada vez mais específicos
(conforme Roberto P. Queiroz e Silva. "Questão
de Publicidade no Rádio brasileiro".
Revista Comunicarte, nº 2. São Paulo:
Educ, citado por Silva, 1999). Na capital
paulista surgiram emissoras especialmente
direcionadas para gêneros musicais
como Rock, MPB, Samba, tendo como meta atingir
um público de perfil bem delineado.
Outro
caminho trilhado pelos grupos empresariais
do Rádio foi a formação
de redes de retransmissão por satélite
para diferentes regiões do país.
No final da década de 90 o país
contava com 10 grandes redes: Líder-SAT
(92 emissoras), Jovem Pan-SAT-FM (41), Rede
Bandeirantes-AM(31), Transamérica-TransSAT(30),
Antena 1-SAT (30), CBN (25), Gaúcha-SAT
(22), Jovem Pan SAT-AM (19), Atlântica-SAT
(12) e Bandeirantes-FM (6).
Paulo
Machado Neto, diretor da Rede Jovem Pan SAT,
delineia assim o futuro da radiofonia: "O
Rádio, enquanto veículo de
entretenimento, deve ser universalizado.
O futuro do veículo será por
via satélite, até com a possibilidade
de sintonia internacional através
da banda digital ("Meio e Mensagem".
Abril, 1997).
Prestes
a completar cem anos, daqui a menos de duas
décadas, o rádio consolida-se
como o grande veículo de notícias
e prestação de serviço,
sendo insubstituível como mídia
que se pode acessar a qualquer momento, em
qualquer lugar, enquanto se faz outra coisa:
As mãos que operam o teclado da Internet podem
estar no volante, os olhos que se fixam na
tela da TV podem perscrutar a estrada,
a atenção necessária à leitura
do impresso transforma-se no lazer
de ouvir sem esforço.
02.
Diferenças e Características
A redundância combatida
no texto de TV e também no impresso é uma
necessidade no Rádio, pela fugacidade
do sonoro. Para Walter Ong ("Oralidad
y escritura-tecnologia de la palabra".
México: Fondo de Cultura Econômica,
1987, citado por Silva,1999) é conveniente
que o locutor diga o mesmo ou algo equivalente
pelo menos duas ou três vezes. Afinal,
o texto radiofônico está baseado
na memorização, como
na tradição oral dos povos
antigos. Por isto a mensagem publicitária – o spot – assemelha-se
aos relatos míticos das sociedades
orais com frases ou expressões metricamente
adequadas à memorização: Tomou
Doril, a dor sumiu.
O
texto escrito exige atenção
exclusiva do leitor. Mas ninguém para
o que está fazendo para ouvir rádio.
Por isto o texto radiofônico precisa
captar a atenção do ouvinte
com frases concisas, de forma atraente, clara,
persuasiva. É uma linguagem resultante
da combinação de elementos
verbais (o texto) e não-verbais (a
sonoplastia, o desempenho da voz), toda voltada
para a missão básica do Rádio:
entreter, informar, persuadir.
Não
se pode esquecer o papel fundamental da voz
no Rádio. Todo texto, ao ser vocalizado,
adquire uma identidade "diferente",
pois entra em ação o desempenho,
a performance do locutor/ator. "Oi Gente!" na
voz de Eli Corrêa é uma expressão
recriada, reinterpretada, quase que reinventada. Ritmo,
Clareza, Emoção...são
as marcas do Rádio.
Outra
característica do Rádio é a improvisação.A
maioria dos textos, principalmente nas FMs,
não passa pelo processo escritural:
fala-se de improviso, coloquialmente, a não
ser quando são lidos textos tirados
da mídia impressa, o que Heródoto
Barbeiro chama de gilete-press.
Repórteres
experientes também levam em conta,
no Rádio, o potencial comunicador
do silêncio, como "não-som",
aquilo que, no impresso e nas artes plásticas,
Umberto Eco chama de "estrutura ausente".
Entretanto, trata-se de um silêncio contextualizado
dentro de uma estrutura sintática
para não ser interpretado como uma
falha, um "ruído de comunicação". É diferente
o silêncio do conferencista que se
perde em suas anotações e daquele
que se cala para chamar a atenção
da platéia ou para frisar uma questão.
Em Estrutura
da Informação Radiofônica
( São Paulo: Summus, 1998), Emilio
Prado estuda as diferenças entre
o jornalismo no Rádio e no veículo
impresso (jornais e revistas). O público de
cada um é específico. Enquanto
o Rádio se dirige a todo o público,
até mesmo as pessoas iletradas dos
grotões brasileiros ( ou que vivem
nas enormes favelas), o jornal se dirige
a públicos específicos das
classes A/B onde estão os formadores
de opinião. Assim, dirigindo-se
também a um público "que
não lê", o texto produzido
para o Rádio precisa ser ainda mais
simples, claro, objetivo, conciso, fácil
de entender, se possível coloquial.
Nada que se assemelhe, por exemplo, ao
formalismo de um editorial de jornal. O
Rádio também trabalho com
a simultaneidade, que tem a ver
com rapidez, instantaneidade, demandando
do repórter, do locutor, do operador
de som uma agilidade que não tem
paralelo com o jornal que circula dentro
de um conceito de espaço/tempo fixado
em "ciclos" de 24 horas. Assim
o "ontem aconteceu" é a
referência normal do jornal para
a notícia. O Rádio precisa
trabalhar com o "hoje". Ontem é novo
para o jornal, mas é velho para
o Rádio.
Também
não podemos esquecer os ensinamentos
mcluhianos sobre a teoria dos mass-midia:
o Rádio é um veículo "quente",
participativo, envolvente, de respostas imediatas,
que arrasta o ouvinte pelo sugestionamento
(maximizado em "A Guerra dos Mundos" em
que Orson Welles aterrorizou Nova Iorque
anunciando, ficticiamente, a chegada dos
marcianos). O jornal, porém, é um
veículo "frio", distante.
Depende da leitura e do modo de ler. Tem
que ser escrito, depois comprado, depois
lido. A "resposta" do leitor tem
que chegar à redação,
tem que ser processada e "talvez" será publicada...muito
mais complicado que no Rádio ao vivo.
O
Rádio também se caracteriza,
a exemplo da TV, pela brevidade e variedade do
noticiário, conceitos que devem – ou
deveriam – escapar do impresso, onde se exige
cada vez mais aprofundamento, contextualização,
interpretação e explicação
dos fatos, de preferência apontando
seus possíveis desdobramentos, o chamado "jornal
de amanhã".
03. Pautando
o Rádio
Marcelo
Parada,
diretor de Jornalismo da Rádio
Bandeirantes, em seu livro "Rádio:24
horas de Jornalismo" (São
Paulo:Panda, 2000), também
estabelece comparações
entre Rádio e TV. Por exemplo:
No trajeto para a cobertura de um incêndio,
a equipe de TV quase nada pode fazer
com o veículo em movimento. Mas
o Repórter de Rádio já pode
entrar no ar descrevendo o trânsito,
tal sua mobilidade de ação
e os recursos da nova tecnologia. Uma
vez no local, o Rádio chega falando,
enquanto a TV vai armar o equipamento,
interromper a programação
para depois informar. Mas ele observa
que o bom repórter não
fica só no factual, no furo do "aqui,
agora". Dada a informação
em primeira mão, ele parte para
a pesquisa, a apuração,
os detalhes, afim de, na redação,
compor uma reportagem completa sobre
o assunto, com os recursos da técnica.
Marcelo Parada
ensina aos jovens radialistas que "o
Rádio não repercute, sai na
frente e pauta a midia". Isto envolve
planejamento, pauta eficiente, capaz de antecipar
os acontecimentos, e criatividade para, no
momento certo, lançar determinado
tema em discussão. Segundo ele, a
pauta deve colocar o rádio a serviço
da comunidade. Muitas vezes a mudança
do trânsito de uma rua importa mais
que uma reforma ministerial.
A pauta do
Rádio deve tratar do dia-a-dia das
pessoas, deve verificar o que interessa ao
povo e não apenas o que é considerado
bonito pelos colegas de redação
ou pela classe social à qual pertence
o repórter. Ele acha que foi por isto,
por um radialismo fechado em si mesmo, que
o Brasil demorou mais de um ano para conhecer
o fenômeno Padre Marcelo Rossi.
Isto da mídia
andar em círculos, apenas repercutindo
o que os concorrentes noticiaram, por comodismo,
também é uma característica
do impresso que "deixa passar",
por preguiça e falta de apuração,
excelentes pautas de interesse geral, limitando-se
ao noticiário oficial e à retransmissão
do material das agências internacionais.
Falta criatividade aos pauteiros. Eles demoram
para pensar em matérias que resultam
de ações em andamento. Por
exemplo: Com a queda do governo iraquiano
as embaixadas nos diversos países
ficam acéfalas...o embaixador representa
a quem? Nesse caso, o que ocorre? Ele se
asila no país mudando de endereço?
Fica esperando o sucessor? Foge para outro
país? Vai preso? Afinal, o que ocorre?
Em Brasília, bem depois do fim da
guerra no Iraque, soube-se que os funcionários
tentaram tomar a embaixada à força...mas
isto não poderia ter sido noticiado
logo nos primeiros dias após a guerra?
O pauteiro não poderia imaginar o
clima que se criaria? Não poderia
antecipar-se aos fatos como ensina Marcelo
Parada?
O planejador
do radiojornal, isto é, o pauteiro,
precisa estar em sintonia com os ouvintes.
Se o fato é grave como o rompimento
de uma adutora que deixou ou vai deixar o
bairro sem água, então não
basta mobilizar apenas um repórter, às
vezes é preciso mandar a equipe inteira.
A pauta também
deve retomar os assuntos que os jornais esqueceram
ou abandonaram: o crime sem culpado, o estelionatário
que fugiu da prisão, etc. Ao invés
de ouvir apenas as autoridades, os repórteres
do Rádio devem aproveitar a agilidade
do veículo para colocar o povo no
ar, os moradores de bairros, os dirigentes
das associações, a dona de
casa, o trabalhador etc.
Aqui também,
entretanto, é preciso trabalhar com emoção.
Marcelo Parada lembra a suas equipes: Repórter
não é segurador de microfone. É preciso
ir atrás de detalhes que completam
a informação. E não
se pode apenas narrar o que se passa no local. É preciso "mostrar" o
fato, trabalhando a emoção,
adequando a voz, gravando o som do local.
Uma coisa é narrar que a torcida está triste
com a derrota do time na partida final do
campeonato, outra é entrevistar torcedores
chorando, é passar para o ouvinte
o som direto de pessoas gritando, assobiando.
Sem o som do ambiente, o rádio fica
burocrático, monótono, anódino,
isto é, ineficaz. O som é a
ilustração da matéria.
A exemplo de
outros autores da área, Marcelo Parada
adverte que o evento – exceto nos desastres – nunca é a
informação mais importante. É apenas
o meio para se chegar à notícia.
Isto reforça o valor da pesquisa,
da apuração feita com seriedade
e atenção. Já Paul
Chantler & Sim Harris (Radiojornalismo.
São Paulo: Summus, 1998), enfatizam
o potencial do Rádio como veículo
local e de serviço ao afirmarem: "muitas
emissoras locais estão deixando de
lado o noticiário tradicional e concentrando-se
nas ‘notícias que você pode
usar’, isto é, notícias de
serviço. Assim, num acidente, não
focalizam o acontecimento em si, mas os transtornos
causados por ele".
Uma orientação
comum, nas emissoras que investem em jornalismo, é que
toda informação recebida, de
qualquer fonte, deve ser arquivada por ordem
cronológica no computador ou na velha "pasta
sanfonada", facilitando assim a cobertura
futura das equipes e o trabalho do pauteiro.
Quem trabalha
a pauta do jornal – é preciso reconhecer – não
raro sofre pressões diretas quando
a cobertura continuada de um evento toma
determinado rumo. Há muitos depoimentos
de jornalistas sobre isto. O problema é que
o Rádio – ao contrário do jornal
e da revista – é uma concessão
do poder público, geralmente explorada
por grupos econômicos ou políticos
que se prestam muito mais a servir ao governo
para obter anúncios do que a cumprir
o verdadeiro o sentido do rádio que é servir à população
com determinação e independência.
Seja no interior, seja na capital, os jornalistas
do Rádio sofrem, também, a
influência dos grandes anunciantes
que muitas vezes interferem tentando impor
o famoso "jabá" que é o
pagamento "por fora" para corromper
o profissional do Rádio. Isto apenas
mostra que no rádio ou no jornal,
na televisão ou em qualquer outro
meio como a jovem Internet, sempre haverá problemas,
dificuldades, empecilhos, mas tudo isto precisa
ser enfrentado com ética e determinação.
O ouvinte confia
no Rádio quando percebe que ele é feito
com seriedade, sem bajulação
aos poderosos. Gisele S. Ortriwano (A
Informação no Rádio:
Os grupos de poder e a determinação
dos conteúdos. São Paulo: Summus,
1985) o fenômeno das pressões
sobre o Rádio, mas concluiu que o
jornalismo está se tornando o setor
mais importante do meio. Em seu livro ela
cita o jornalista Marco Antonio Gomes: "Acredito
que logo teremos emissoras como nos EUA que
durante 24 horas transmitem apenas notícias".
José Paulo de Andrade da Bandeirantes,
diz que ainda é mais fácil
vender publicidade para a cobertura de futebol
mas que o Radiojornalismo, depois de algum
tempo de demora para ser implantado, cresce
com muita força.
O Rádio
pode dispensar mais atenção
ao noticiário local e é mais
rápido que a TV. Com a Internet o
Rádio já aprendeu a fazer parceria,
criando portais para transmissão de
notícias e música, além
de permitir que o internauta crie e edite
sua própria rádio.
04. Técnicas
Com larga experiência
em emissoras britânicas, Chantler e
Harris recomendam que as falas do repórter,
num boletim de rádio, devem durar
30 segundos em média. E acrescentam:
Não cometa o erro de tentar contar
toda a história na primeira linha.
Conduza o ouvinte através da notícia,
passo a passo, de pensamento a pensamento,
encadeando os parágrafos. A primeira
linha da notícia deve ser curta e
forte, mas não com as palavras mais
importantes. Outras "dicas":
· Escreva apenas
uma idéia em cada sentença
e evite usar longas citações.
· Prefira frases
simples. Ao invés de "A Câmara
Municipal da cidade tal concordou em colaborar
na redução dos custos das passagens
de ônibus parao campus da universidade",
prefira: "As passagens de ônibus
para o campus da universidade vão
ficar mais baratas"
· Use palavras concretas
(chuva, neblina) ao invés de termos
abstratos como "mau tempo".
· Não use a expressão "há pouco" .
Diga claramente: "O fato ocorreu há tanto
tempo"
· Nunca inicie a matéria
com um depoimento ou uma controvérsia.
Exemplo: "Muitos administradores
têm baixa escolaridade. Foi o que revelou
uma nova pesquisa divulgada hoje". Melhor: "Uma
nova pesquisa divulgada hoje revela que muitos
administradores têm baixa escolaridade".
· Nem sempre é preciso dar o nome completo
de uma organização ou empresa: Sindicato
dos Motoristas de ônibus é aceitável,
em vez de Sindicato Nacional dos Condutores
de Veículos de Transportes Coletivos.
· O título da pessoa vem antes: O
presidente da República, fulano de
tal...
Durante a ocorrência de fatos tumultuados
o repórter tende a repetir palavras
e expressões para evitar buraco no ar.
Mas é preciso treinar para eliminar
tais repetições, como ensina
Marcelo Parada. Ele também sugere que
os repórteres do rádio observem
estas regras:
· Escrever do jeito que fala
· Colocar-se no lugar do ouvinte
· Escrever com simplicidade
· Não esquecer o verbo
· Não usar o gerúndio (Vai
estar fazendo)
· Usar sempre a ordem direta: sujeito,verbo,
complemento
· Ler e entender o que escreveu
· Usar a palavra certa no lugar exato: O estádio sofreu reformas.
O estádio não sofre
· Evitar gírias da redação
como "matéria" no lugar de "reportagem"
· Evitar estrangeirismos (play-off, delivery etc)
· Escrever na forma positiva, evitando o "não"
· Fazer um texto limpo
· Destacar as palavras mais importantes no
script
· Não iniciar uma transmissão
com palavras "entre aspas". O ouvinte
entenderá que a afirmação é sua.
· Não começar frase com "vale
lembrar"
· Não usar "ontem" na primeira
frase. Envelhece a notícia
· Não começar texto com "E".
Por exemplo: "E o Papa João Paulo
II disse hoje..."
· Não classificar a notícia
de boa, má, triste, alegre, engraçada
etc
· Economizar palavras
· Usar números redondos
· Escrever números por extenso
· No script, traduzir os nomes difíceis
para o locutor, isto é, colocar a pronúncia
no alto do texto