Pesquisar,
no jornalismo, significa tanto planejar,
metodicamente, um levantamento de
opiniões, seguindo as normas científicas
dos Institutos de Pesquisa, como reunir dados
para o cumprimento da pauta diária.
Neste último caso, trata-se do trabalho
diário de apuração, no
qual o repórter deve buscar e conferir
informações, comparar opiniões
ou fontes divergentes e, obviamente, não
se limitar à superficialidade e às
generalizações. Se o texto que
desejamos produzir é um trabalho mais
longo, é útil que todas as informações
e observações pertinentes estejam
organizadas em um arquivo, como ensina o manual
de redação da Folha de São
Paulo.
2. Fonte
A
pesquisa envolve consultas a algum tipo de
fonte: texto, livro, revista, filmes, gravuras,
gráficos, discos, depoimentos gravados,
a natureza, a sociedade, o homem, uma declaração
pública, uma entrevista.
O
manual da Folha também ensina que "quando
o pesquisador tem fontes distintas, é importante
hierarquizá-las, observando o grau de
confiabilidade de cada uma delas. As fontes
escritas, com tradição de exatidão
(enciclopédias renomadas, autores reconhecidos,
documentos emitidos por instituições
com credibilidade, videoteipes ) são
as que devem ser consideradas em primeiro lugar".
Mas
não são poucas as dificuldades
que o repórter enfrenta para acessar
os dados em poder da fonte, tanto no âmbito
do poder público, como nas empresas
e demais instituições privadas
pelos interesses envolvidos e pelo receio de
que a divulgação de determinados
dados possa causar danos generalizados. Nesses
casos, o repórter que conta com fontes
confiáveis poderá recorrer ao
off. Em todo caso é sempre necessário
e imprescindível confirmar a informação
com outras fontes. No caso em que "a fonte
A dá uma versão, a fonte B outra
e a fonte C uma terceira, contraditórias
ou só parcialmente coincidentes, de
um evento, deve haver uma quarta versão
que corresponda ao que realmente aconteceu.
Freqüentemente, essa versão mais
completa ou correta está disponível
em algum lugar, pode ser investigada e recuperada",
ensina o professor Nilson Lage ( 2.001). Ele
reconhece que é difícil interpretar
tabelas numéricas onde os dados significativos
estão no mesmo nível que outros
insignificantes; é cansativo ler balanços
que podem esconder revelações
surpreendentes; é preciso conhecer a
técnica de arquivamento para localizar
uma matéria no acervo do jornal, mas
ele assegura que "complicada ou não,
a pesquisa é a base do melhor jornalismo".
Lembra, por exemplo, que "ela está presente,
e muito, na reportagem Os Sertões,
de Euclides da Cunha, certamente a principal
obra jornalística de literatura em língua
portuguesa".
3. Ética
Apurar
incansavelmente é dever ético
do jornalista. A mania de "ir na onda", de
basear-se apenas no trabalho alheio é que
redunda em fracassos vergonhosos para a imprensa
como foi o Caso Escola-Base onde a falta de
apuração eivou a imprensa de
mentiras e calúnias sobre pessoas inocentes.
( Para entender este caso, leia "O Caso Escola
Base - Os Abusos da Imprensa". RIBEIRO, Alex.
São Paulo: Ática, 1995).
O
Código de Ética do Jornalista
Brasileiro, em seu artigo 7º, declara que "o
compromisso fundamental do jornalista é com
a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta
pela precisa apuração dos acontecimentos
e sua correta divulgação".
A ética na apuração da
notícia exige que se ouça, honestamente,
isto é, sem distorções
ou manipulações, todas as partes.
O Manual de Telejornalismo da Central Globo
de Telejornais cita um exemplo: "Se o repórter
vai cobrir a queixa dos moradores de que uma
indústria está poluindo um rio,
deve ouvir não só os moradores,
mas também os donos da indústria
e as autoridades locais". Do mesmo modo se
um jornal de Bauru vai publicar uma notícia
sobre os postos que, segundo a Agência
Nacional de Petróleo, estão vendendo
gasolina adulterada, é justo esperar
que o jornal relacione os postos locais citados
na lista, comprovando que faz jornalismo para
o leitor e não apenas para atender e
preservar interesses de grupo. Entretanto,
conforme Lage (2001), "a ética,
por seu conteúdo instável e complexo,
não pode ser integralmente generalizada
em mandamentos. Assim, se é reconhecido
(não tanto pelas leis, mas pela consciência
do ofício) o direito de o jornalista
manter sigilo sobre suas fontes, isso se aplica
a muitos casos, não a todos, e o discernimento
de a quais casos se aplica envolve a consideração
específica de razões e conseqüências.
O mesmo se pode dizer da interdição
ao uso de gravadores de som ou câmaras
ocultos, da alegação de falsa
identidade, da revelação de segredos
(de Estado, de atividades de agentes de segurança
etc), da identificação de vítimas
ou acusados de delitos infames, da exposição
de práticas violentas (em coberturas
de polícia ou matadouros de animais)
ou de situações de extrema degradação
ou sofrimento (por exemplo, em enfermarias
de pacientes terminais)...situações
que dão margem a muita retórica
e pouca certeza".
4. PROJETO
O
repórter esboça um plano de
trabalho prévio à pesquisa, a
partir do momento que sabe o que vai investigar,
de comum acordo com o editor da área.
Nessa fase também fica estabelecido
o custo do trabalho a ser coberto pelo jornal.
Com o trabalho em andamento ele adaptará as
técnicas de pesquisa às circunstâncias
para recolher os dados de que necessita.
Essa
fase preparatória ocorre também
na pesquisa social. O pesquisador seleciona
o objeto de estudo, define as técnicas,
os recursos e o tempo necessários, além
das possíveis fontes de informação.
Isto é o ideal. Infelizmente, porém,
a maioria dos repórteres se põe
a pesquisar sem um plano prévio, achando
que não vale a pena quebrar a cabeça
já que as circunstâncias podem
alterar totalmente o plano da pesquisa.
Outras
vezes o repórter delimita o
tema da pesquisa de comum acordo com o jornal.
Mas muitas vezes não fica muito claro.
Durante o trabalho surgem barreiras, algumas
intransponíveis, que impedem resultados
satisfatórios. Além disso, devido
a uma seleção e delimitação
defeituosas, pode ocorrer que o interesse jornalístico
da pesquisa não justifique o trabalho.
As
técnicas do repórter obedecem
mais à intuição do que à reflexão.
Porém, o pesquisador social conta com
fórmulas práticas e simples que
podem ser um instrumento de grande ajuda para
o repórter. É questão
de adaptá-las ao trabalho jornalístico.
5. COLETA DE DADOS
Esta
segunda etapa tem lugar quando o repórter
lê sobre o assunto e depois investiga
no local dos acontecimentos, do mesmo modo
como age o pesquisador social. Também
nesta fase o trabalho de muitos repórteres é lamentavelmente
falho. São numerosos os
e-mails
dos leitores dando conta que certos dados
não são verdadeiros. Este,
porém, é o preço que se
paga quando se rompe o postulado básico
de que em toda disciplina exata - como a pesquisa
- é indispensável estudar teoricamente
o que se vai praticar depois.
6.
CLASSIFICAÇÃO E ORGANIZAÇÃO
DOS DADOS
A
terceira fase da pesquisa consiste em classificar
e ordenar o material recolhido na etapa anterior.
Aglutinam-se os dados de acordo com as características
comuns. No entanto, cotidianamente lemos reportagens
com uma lamentável falta de rigor. Há muitas
reportagens nas quais o menos importante e
transcendente é o que se escreve.
O
pesquisador social, aproveitando o método
das ciências naturais, consegue proporcionar
a esta etapa uma extraordinária validade
reflexiva. Classifica e ordena os dados, fato
que lhe permite distinguir o substancial do
secundário, o geral do particular, o
verdadeiro do falso.
7.
CONCLUSÕES
O
fim de toda pesquisa social é estabelecer
generalizações científicas
com o propósito de descobrir a dinâmica
dos fenômenos sociais, isto é,
as leis que os regem.
8.
REDAÇÃO DEFINITIVA
Uma
vez que o repórter passe pelas
etapas anteriores, está pronto para
redigir os resultados de sua pesquisa: a reportagem.
Há muitas formas de relatar os acontecimentos
e também as aventuras para levantá-los.
O estilo e a linguagem devem estar à altura
do leitor heterogêneo dos jornais.
Na
pesquisa social, ao invés de uma
reportagem, o pesquisador produz um relatório
técnico, descrevendo minuciosamente
os passos da pesquisa até chegar à conclusão
que orientará condutas sobre o tema
tratado. O estilo varia do acadêmico
ao texto ligeiro. Mas, em geral, é um
relatório árido, cheio de termos
técnicos, apropriado para seu círculo
mais restrito de leitores especializados.
9.
TÉCNICAS
9.1.Observação
sem controle
Também chamada de não-estruturada,
a observação sem controle é aquela
parte da pesquisa em que o repórter
se converte em testemunha de um acontecimento
ou situação e toma notas ou retém
na memória tudo o que percebe, através
de seus sentidos. Como observador, o repórter
pode encontrar-se em duas posições:
a)
OBSERVADOR NÃO PARTICIPANTE;
b) OBSERVADOR PARTICIPANTE.
Ele é não-participante quando
se coloca fora da situação, como
mero observador. (Ex. Cobrir uma reunião
de moradores sem intervir nela). É participante quando
vivencia a situação. (Ex. Cobrir
a situação dos sem-terra morando
um tempo no acampamento ). Outro exemplo é o
trabalho de pesquisa realizado por Gilberto
Dimenstein para conhecer de perto a realidade
do menor abandonado em São Paulo, morando
no meio deles, o que resultou no livro-reportagem "A
Guerra dos Meninos"). Sem eliminar a distância
social e mental em relação a
esse grupo social, o repórter não
conseguiria obter todos os dados de que precisava
para montar um trabalho realista sobre a questão. É um
exemplo claro de "Observador Participante".
Aqui
podemos levantar um questionamento sobre
a situação dos jornalistas que
estão cobrindo a invasão aglo-americana
no Iraque. Por terem sido admitidos diretamente
no front, ao lado dos soldados, devemos considerá-los participantes.
Mas, convenhamos, trata-se de uma participação "de
encomenda" onde não se admitem
críticas, daí o Pentágono
ter retirado do Iraque o repórter da
Fox, Geraldo Rivera, por discordar das reportagens
dele. Dá-se o mesmo no caso da demissão
de Peter Arnett, da NBC, por ter criticado
a estratégia militar dos invasores.
Poucos
repórteres, de qualquer forma,
se dispõem a tais tipos de sacrifícios.
Outras vezes é a empresa que não
concorda em bancar uma pesquisa mais participativa,
tanto que pouquíssimos veículos
brasileiros estão com enviados especiais
em Bagdad...o da Globo, Marcos Uchoa, está no
Kuwait... Os do Oriente Médio estão
em Londres...
São muitos os textos feitos à distância,
sem que o repórter conheça as
pessoas e os lugares que descreve, não
por estarem situados no exterior, mas mesmo
quando está tratando de bairros da própria
cidade onde fica o jornal, ou em regiões
próximas. Em 1999, quando um raio caiu
sobre as instalações da CESP,
em Bauru, jornais de São Paulo noticiaram
o fato sem mandar um repórter a Bauru
para fotografar o local e conversar com testemunhas,
preferindo escrever à distância
sobre um fato de tal gravidade que apagou vários
estados do país. Outras vezes as anotações
do repórter, durante a pesquisa, são
apressadas, incompletas, erradas, mal feitas,
resultando em trabalho final cheio de falhas
e distorções. Mais grave ainda é a "docilidade" com
que a imprensa ocidental transcreve, por exemplo,
todas as informações das poucas
agências de notícia que cobrem
esta parte do planeta, o que resulta em muito
mais desinformação que informação,
conforme denuncia o ex-correspondente de guerra
Leão Serva (2001) ao analisar a parcialidade
da imprensa na cobertura da Guerra do Kosovo,
na Iugoslávia.
9.2. Pesquisa Documental
Esta
técnica é muito necessária
para arredondar, aprofundar e fortalecer uma
reportagem. É útil ler tudo que
se possa sobre o tema. Já foi dito neste
curso que uma grande manchete pode estar escondida
atrás dos números maquiados de
um orçamento, um balanço. O hábito
de estudar documentos e de citar livros consultados,
nas reportagens, data do Novo Jornalismo, do
texto interpretativo. Antigamente só se
consultavam fontes vivas, como se os documentos
não tivessem importância. Por
isto é importante que o estudante de
jornalismo aprenda a fazer resenhas de livros,
montar fichários de leitura, organizar
arquivo documental, citar corretamente as obras
consultadas, consultar acervos de bibliotecas,
procurar livros de sua área de interesse
na Internet etc. Infelizmente muitos estudantes
acham trabalhoso até mesmo organizar
com método as referências elementares
dos próprios trabalhos escolares...
9.3. Entrevista
Há muitos tipos de entrevista, para
os mais variados fins. De alguma forma o interrogatório
civilizado que o Delegado faz do detento é uma
entrevista. Também leva este nome o
questionário ao vivo que um candidato
a emprego responde no Departamento de Recursos
Humanos da empresa onde deseja trabalhar. É entrevista
que o médico usa para sondar a saúde
do paciente. É com entrevista - isto é,
com perguntas e respostas - que o cientista
social se documenta no campo para montar o
relatório de sua pesquisa. No jornalismo
a diferença é que o resultado
dessas perguntas e respostas destina-se à publicação.
Isto é, o entrevistador é um
intermediário entre o leitor e o entrevistado.
Colocando-se no lugar do leitor, o repórter
deverá ter sensibilidade para imaginar
o que o leitor espera que ele pergunte. Muitas
vezes tem que pensar rápido na condução
da entrevista, sem aquela tranqüilidade
de que desfruta o médico, o cientista
e até o delegado. Além do mais,
o resultado do seu trabalho destina-se a um
público heterogêneo.
9.4. Mapas
Os
repórteres metódicos costumam
fazer um mapa do terreno a ser investigado,
localizando nele as principais instituições.
Outros providenciam uma foto do entrevistado,
quando não o conhecem previamente. Porém
há também o caso de repórteres
que saem para a apuração sem
saberem direito o endereço do entrevistado
ou a hora da entrevista, fazendo a equipe perder
tempo, causando irritação, mostrando
leviandade e incompetência para trabalho
de equipe e, portanto, para o jornalismo. O
recomendável é estudar bem a
pauta e certificar-se dos endereços
e horários antes de sair. Ser metódico é ser
competente porque ninguém tem tempo
para perder.
9.5.
Formulários
Os
formulários de entrevista, com perguntas
previamente elaboradas, em forma de questionário,
para serem respondidas por várias pessoas,
tipo enquete, também são instrumentos
válidos de pesquisa, de acordo com a
situação.
9.6. Amostragem
Muito
usada na pesquisa social, a Amostragem consiste
em observar e interrogar a parte mais
representativa de um grupo ou comunidade. É uma
técnica que permite ao pesquisador obter
dados válidos sobre todo o conjunto,
uma vez que a parte selecionada reúne
uma série de características
globais. Hoje os jornais contam com seus próprios
institutos de pesquisa para realizar sondagens
de opinião a respeito dos mais diferentes
assuntos, desde a popularidade do Presidente
da República à opinião
da sociedade sobre o desempenho da polícia.
Grandes jornais também contam com a
técnica de amostragem para saberem o
que o leitor achou da edição
do dia, o que contribui para fomentar a pauta
do dia seguinte. Em Brasília, por exemplo,
o Correio Braziliense entrevista diariamente,
pela manhã, 200 leitores previamente
selecionados, com este objetivo.
9.7.
Estatísticas
Na
pesquisa social existe a preocupação
em quantificar os dados obtidos principalmente
com as entrevistas e amostragens. As estatísticas
devem ser usadas com muito rigor e cuidado
para não falsear resultados. Atualmente
muitos repórteres já sentem necessidade
de conhecer esta técnica. Se não
precisamente para tabular dados, ao menos para
ler e interpretar os dados que os próprios
pesquisadores e entrevistados proporcionam
em forma de quadros estatísticos. Conhecimentos
elementares de estatística permitem
obter, por exemplo, a porcentagem de cidadãos
que possuem automóvel; a relação
entre o incremento de forças policiais
e a redução de roubos durante
determinado mês em região delimitada
etc.
10.
TEMÁTICA
São ilimitados os temas que comportam
pesquisa para subsidiar boas reportagens: todos
os aspectos das relações humanas,
como as instituições (família,
imprensa, igreja, escola, tribunais, legislatura);
os períodos eleitorais; a avaliação
dos governos; a cooperação e
o conflito entre os grupos; os problemas da
população ou de uma determinada
comunidade, como a universitária, por
exemplo; as condutas anti-sociais; os avanços
da ciência e da tecnologia; o uso de
computadores nas mais diferentes atividades;
a penetração do computador nas
camadas sociais de menor poder aquisitivo (inclusão
digital) etc. O tema da pesquisa deve ser interessante
para os leitores, atual e relevante. O polêmico,
o inusitado, o desconhecido dão bons
temas. Eles podem ser estudados nas ruas, em
casa, na TV, nos jornais, em conversas, em
filmes, no supermercado, nos shoppings, nas
feiras-livres, na própria vida cotidiana.
Para
encontrar bons temas, o repórter
deve desenvolver seu poder de observação
da conduta humana e sua capacidade de prever
o rumo dos acontecimentos, mantendo-se bem
informado.
11. SELECIONANDO UM TEMA
As
idéias desenvolvidas sobre o tema
não devem ser simplistas ou superficiais. É preciso
considerar os aspectos essenciais e transcendentais
do tema. Eles dão solidez à reportagem.
Ao
selecionar um tema é bom submetê-lo às
seguintes indagações:
- É um tema atual? (morte de uma figura
pública)
- É de interesse permanente? (basta
trazê-lo à tona para atrair leitores)
- É de interesse social? (o ser humano
como protagonista é de interesse de
toda a sociedade)
-
Pode contribuir para a solução
de um problema? (informar,denunciar)
-
Traz algum benefício para os leitores?
(todos querem melhorar suas condições
de existência: obras públicas,
facilidades, serviços novos, solução
de antigos problemas, devolução
de impostos, aumento do salário mínimo)
-
A quem se dirige a reportagem? (há um
leitor médio, hipotético para
os jornais de grande circulação.
As publicações especializadas
têm leitores motivados e que dominam
terminologias técnicas)
-
O que já se escreveu sobre o tema?
(um assunto que já foi tratado muitas
vezes demanda um ângulo novo, inusitado;
a repetição não é bem
recebida. Uma pesquisa nos arquivos de jornais
permite saber o que tem sido publicado sobre
o tema).
12. PLANEJAMENTO
Escolhido
o tema, é preciso fazer um
esquema da pesquisa jornalística. O
esquema evita perda de tempo, de esforço
e de dinheiro. Por exemplo, numa reportagem
sobre uma zona determinada, pode-se adotar
um esquema como este:
12.1.
Relações Econômicas
a)
ocupações predominantes dos
habitantes (agricultores, operários,
desempregados etc)
b)
distribuição de ingressos.
Determinar qual é a remuneração
média dos setores economicamente ativos
c)
instrumentos de trabalho e formas de emprego
dos vários setores
d) formas de propriedade das empresas ou das
terras.
12.2.
Relações Sociais
a)
tipos de família
b)
números de membros
c)
associações profissionais
d)
classes sociais nas quais a população
se distribui
12.3.
Relações Culturais
a)
grau de escolaridade dos vários
grupos sociais
b)
identificar número de escolas e
graus
c) especificar atividades de lazer, infra-estrutura
de lazer etc
12.4.
Relações Religiosas
a)
grau de religiosidade da população
b)
influência da igreja local entre
os habitantes
c)
festas religiosas da região
12.5.
Relações Políticas
a)
formas de organização da
população
b) formas de governo - governantes
c)
líderes das várias instâncias:
sindicais, políticos, religiosos, artistas
etc
12.6.
Fazer previsão
a) lugares a serem visitados e pessoas a serem
ouvidas
b) custo
c)
tempo necessário para elaborar a
reportagem
12.7.
Selecionar técnicas
a)
pesquisa documental, bibliográfica,
entrevistas, questionários, estatísticas,
amostragem, mapas, gráficos
12.8.
Material indispensável
a)
providenciar e testar tudo que possa ser
necessário como câmera fotográfica
ou digital, gravador, fitas, pilhas, caderno
de notas, caneta etc.
13. OBJETIVO FINAL
A
reportagem baseada em pesquisa não é um
fim em si mesma. Ela tem um objetivo maior.
Os repórteres preocupam-se em dar uma
contribuição para a melhoria
das condições de vida da população,
indicando problemas, informando, denunciando
e, muitas vezes, contribuindo com soluções.